Plágio

Acho que não somos mais do que o resultado da potência dum erro nas infinitas repetições do mais grande (?) plágio.

Não mais do que o resultado da rebeldia de um fractal que não se quis reproduzir, que disse “Não” ao ordem constituido. Somos o fruto dum erro, boiando rebeldes na entropia, na dúvida entre o desordem, sem descobrir o significado da mensagem. Porem a mensagem não existe, nunca existiu, além dos proprios erros criadores.

Criamos a beleza para conmovermos. Distorsionando os eixos da perspectiva achamos a nosa propia simetria reduzindo as dimensões  para nos reproduzirmos. E criamos o amor e o ódio, o bom e o mau, a alegria e a tristura, e as perguntas e a poesia, e aos outros na empatía e no próprio egoísmo, mas fracasamos na criação de certezas, e inventamos a esperança e a melancolia e a saudade. Sempre simétricos, filhos das nossas dúvidas. De quantas dimensões apenas utentes? De quantas mais somente crianças autistas?

E desse jeito evoluimos, procurando um presente. Deixando-nos envolver e desembrulhar.


Luar na lubre – Os Animais (ao vivo no Teatro Colón – A Corunha)

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